O que é um argumento – Paulo Roberto Margutti.

O que é um argumento.
Paulo Roberto Margutti Pinto.[1]

Suponhamos, por exemplo, que alguém nos dissesse o seguinte:

 

Os insetos possuem seis patas.

Ora, as abelhas são insetos.

Logo, as abelhas possuem seis patas.

 

Essa pessoa estaria tentando provar-nos que as abelhas possuem seis patas, partindo do fato de que os insetos possuem seis patas e as abelhas são insetos. O que nos assegura isso são duas palavrinhas. A primeira delas, ‘ora’, articula as duas primeiras proposições, configurando-as como ponto de partida. A segunda, ‘logo’, pelo seu caráter conclusivo, estabelece uma espécie de ponto de chegada, configurando a terceira proposição como uma consequência das anteriores.

Assim, estamos diante de uma estrutura linguística determinada, à qual poderemos chamar de ‘discurso’, em que a primeira justifica a segunda. Numa primeira aproximação, definiremos o argumento como sendo aquele discurso no interior do qual se extrai uma consequência. Neste nível, argumento é sinônimo de ‘raciocínio’.

É importante observar que aqui que os argumentos podem assumir inúmeras formas na linguagem cotidiana, não existindo regras seguras que nos permitam localizá-los mecanicamente. Todavia, uma coisa é certa quando estamos diante de um argumento: Uma da consequência é sempre extraída.


[1]PINTO, Paulo Roberto Margutti. Introdução à Lógica Simbólica. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2001.

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